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Saiba como se proteger do ataque hacker que sequestrou computadores no mundo inteiro

Saiba como se proteger do ataque hacker que sequestrou computadores no mundo inteiro

  • 15/05/2017

 Imagine alguém obtendo seus dados confidenciais, como o resultado de uma consulta médica ou holerite, prints de conversas, e ameaçando expô-los publicamente caso você não pague um “resgate”. Ou a lista de clientes e informações de uma empresa bloqueada por um hacker, que só vai devolvê-la se receber uma quantia em dinheiro. Isso é o que chamam de ransomware, uma prática criminosa que vem crescendo muito no Brasil nos últimos cinco anos, e até de forma sofisticada.

 O ransomware sequestrou computadores de diversas companhias e órgãos brasileiros, em pesquisa realizada pela Trend Micro com cerca de 300 empresas brasileiras no segundo semestre de 2016, 51% disseram ter sido alvo de ataques ransomware, 56% admitiram não ter uma tecnologia de monitoramento ou detecção de comportamento suspeito e o setores mais afetados foram as companhias ligadas a educação (82%), ao governo (59%) e ao varejo (57%).

Anteriormente, os criminosos pediam resgate em transações feitas pelo pagamento eletrônico Paypal e atualmente a grande maioria usa Bitcoin, que é um meio irrastreável. O valor costuma variar entre ¼ de Bitcoin até 10 Bitcoins. “A cotação varia de acordo com o dia mas está em torno de R$ 1,2 mil (nesta semana chegou a R$ 5 mil). E os atacantes até mesmo incluem um vídeo no pedido de resgate, explicando como funciona a Bitcoin, tudo em português”, destaca Fiorim, especialista Trend Micro.

Infecções sem arquivo aumentam incidência em celulares
O ransomware normalmente oferece um link ou um arquivo, para que você informe suas credenciais ou abra uma aplicação capaz de abrir uma brecha para seu dispositivo ser controlado remotamente. É assim que o intruso rouba seus dados e os criptografa, com uma chave que só ele passa a saber.

Mas engana-se quem acha que o golpe é uma exclusividade das máquinas de mesa. “Existe uma ideia de que os ambientes desktop estão mais vulneráveis. Ele são vulneráveis mesmo, independente do sistema operacional — tem gente que acha que se usar Linux vai estar mais segura, mas existe ransomware para Linux também. E não se sinta mais seguro usando um celular, porque muitos dos ataques criptografam dados nesses dispositivos”, comenta o especialista.

Desde Março a falha de segurança do Windows, que permitia a infecção por este malware foi corrigida pela Microsoft.

“Hoje, os nossos engenheiros adicionaram funções de detecção e proteção contra um novo software malicioso, conhecido como Ransom:Win32.WannaCrypt. Em março, nós fornecemos proteção adicional contra malwares dessa natureza, com uma atualização de segurança que impede a sua propagação através de redes. Aqueles que estiverem utilizando o nosso antivírus gratuito e tenham habilitado o Windows Update estão protegidos. Estamos trabalhando junto aos nossos clientes para fornecer assistência adicional.”

Caso você ainda não tenha atualizado seu sistema clique aqui para ir até a página da Microsoft e baixar o novo pack de atualizações.

Qual a melhor forma de evitar? Abaixo anexamos um infográfico feito pelo TecMundo que ilustra a melhor resposta para esta pergunta!

Fonte: TecMundo.